Boa noite. Gostaria de aconselhamento.
Sou inquilino de um imóvel para o qual recentemente me mudei (mais ou menos duas semanas). Tenho um cão, um vira-lata, que resgatei a cerca de 10 meses. O animal estava todo machucado, muito maltratado. Cuidei do bicho e ele hoje é um cãozinho bem saudável fisicamente. É o meu quarto animal de estimação, mas o primeiro adotado. O cãozinho não me dava problemas no apartamento antigo, mas, no novo imóvel, que é maior e melhor do que o anterior, tem latido bastante quando eu saio. Tenho tomado todas as providências cabíveis no que se refere a essa situação. Passeio com o cão 2 vezes por dia cerca de 45 minutos cada vez: corremos na praia, são cerca de 8 km totais por dia. Ele gasta bastante energia. Ele possui uma série de brinquedos, dou banho toda semana, brinco com ele, faço tudo o que se deve fazer como tutor. Não trato o animal como gente. Ele não dorme em cama, não sobe em sofá, e coisas do gênero. O animal tem conforto com sua própria caminha. Estou adestrando o cãozinho sob orientação de um adestrador profissional. Tenho feito o enriquecimento ambiental do apartamento antes de sair de casa para que ele tenha estímulos ao ficar sozinho. Deixo TV ligada, petiscos espalhados, brinquedos também, novos; ventilador ligado, enfim. Tenho feito de tudo. Amanhã chegará um floral (solução manipulada) que a veterinária indicou para tentar acalmar o bicho. Mas, pessoal, mesmo fazendo isso tudo o cão late sem parar quando eu saio. Sei que a responsabilidade é minha. Meus cães antigos, já falecidos, nunca me deram esses problemas. Tive um labrador, um dachshund (salsicha) e um pastor suíço (aquele todo branco) e nunca tive qualquer problema como esse. Esse cão é um vira-lata que sofria maus tratos. Seguramente ele tem traumas e aparentemente está sofrendo da chamada síndrome da ansiedade da separação. O fato é: o meu direito começa onde termina o do meu vizinho. Ter um cão latindo o dia todo por que seu dono não está em casa é um transtorno horrível. Se eu não tivesse cão ou mesmo se tivesse e ouvisse o cão de um vizinho latindo o dia todo, reclamaria também. Então, entendo que a responsabilidade é minha e estou correndo atrás das soluções. No entanto, algumas dessas soluções podem demorar um pouco para surtirem efeito. Vejam, o cão ainda late muito, mas, aparentemente já late menos (ainda é muito mas está diminuindo). A síndica já falou comigo duas vezes e disse que só não entrou em contato com a imobiliária pois eles estão de férias. Então, o fato é que eu estou tomando todas as providências para resolver o problema, mas, gostaria de saber como devo me posicionar diante da situação. Minhas conversas com a síndica são sempre tranquilas, com muito respeito de ambos os lados. E eu estou incomodado por causar esse transtorno aos meus vizinhos. Mas, as coisas não mudam da noite para o dia. Atualmente estou de férias e quase todos os dias estou em casa. Eventualmente, ao sair, fico pouco tempo fora e o cão late. Essa semana vou instalar uma câmera dentro do apto com monitoramento em tempo real via celular e vou poder me comunicar com o cão enquanto eu estiver fora. Percebam, eu estou fazendo o possível. Mas, pergunto aos senhores e às senhoras: como me comportar diante das demandas do condomínio durante o período indicado pela veterinária e pelo adestrador no que se refere ao tratamento dessa tal síndrome da separação?
Obrigado pela atenção.
Feliz 2019 para todos e todas.
Forte abraço.